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Ondulatória
Física - O desafio de aprender nunca se acaba!

Resumo de Ondulatória

A Ondulatória estuda as perturbações que se propagam nos mais diversos meios, denominadas ondas. Constantemente estamos imersos em ondas, seja através do som, das ondas de rádio, da luz e diversas outras situações. É essencial, para o estudo da Ondulatória, que tenhamos boas noções sobre Movimento Harmônico Simples, o conhecido MHS. ...

Além de um resumo sobre Cinemática, nesta página você encontra 26 apostilas para download.
 
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Movimento Harmônico Simples - M.H.S.

Definição

Inicialmente vamos definir aqui o que vem a ser, de fato, um MHS, movimento harmônico simples:

• É o movimento executado sobre uma reta, consistindo numa oscilação periódica nas proximidades de um ponto fixo, denominado ponto de equilíbrio; existe uma freqüência para a ocorrência, ou seja, a cada intervalo de tempo decorre um certo número de oscilações;
• Suas características mecânicas (velocidade, força, energia potencial etc.) repetem-se periodicamente, ou seja, em intervalos de tempo bem definidos;
• Existe uma força que sempre tende a levar a partícula ao ponto fixo. Esta força, denominada força de restauração, é proporcional à distância ao ponto fixo, tendendo sempre a levar a partícula à posição inicial de equilíbrio.

Um exemplo bem comum para o estudo do MHS é o conjunto massa-mola, representado na figura seguinte:

Fig.01: sistema massa-mola

Neste caso o ponto fixo é o ponto 0 no qual a mola se encontraria em seu estado normal ( sem compressão ou distensão). Verificamos que o módulo da distância máxima atingida pela massa a partir do ponto fixo é A, que denominamos amplitude do movimento harmônico simples.

Sempre existirá num MHS uma força que denominamos força restauradora, cujo objetivo é trazer a partícula de volta ao ponto de equilíbrio. Em nosso sistema massa-mola esta força é advinda da distensão ou compressão da mola que armazena energia potencial elástica.
Segundo a Lei de Robert Hooke, podemos escrever , que nos informa que a força de restauração será diretamente proporcional ao deslocamento (elongação) da massa em relação ao ponto de equilíbrio (ponto 0), ou seja, quanto mais esticarmos ou comprimirmos a mola, maior será a força de restauração. No caso da nossa ilustração temos o deslocamento , ou seja a elongação é igual à amplitude do movimento.
Admitamos uma mola cuja constante elástica seja 0,8 N/m e visualizemos na tabela seguinte a força elástica resultante de diferentes distâncias:
F=-Kx.

Tab.01: variação da força em função do deslocamento da mola

Na expressão desta força, k é denominada constante elástica e expressa as peculiaridades de cada mola.
Se considerarmos a força em módulo tornaremos a força igual para distâncias idênticas tanto à esquerda quanto à direita do ponto de equilíbrio.

Classicamente estudamos o MHS gerado pela sombra projetada num anteparo de uma partícula que executa um MCU (movimento circular uniforme). Esta é uma maneira bem prática e ilustrativa de estudo. Analise atentamente a situação ilustrada a seguir:

Fig.02: Esquema ilustrativo do estudo do MHS a partir de uma projeção sobre um anteparo de um MCU

- neste MCU o raio da circunferência descrita pelo movimento é A; O raio do MCU coincide com a amplitude do MHS executado pela sombra.

- a cada volta completa do objeto num plano horizontal (em MCU) partindo do ponto P, a sombra do mesmo executa uma oscilação completa ao redor do ponto 0 ,indo de –A passando por 0 chegando a +A e voltando a passar por 0 e retornando a –A. O intervalo de tempo que decorre para uma oscilação completa denominamos período (T). Ao número de oscilações na unidade de tempo denominamos freqüência (f). Importante relacionar: T=1/f.

Vamos analisar os fatores elongação (distanciamento), velocidade e aceleração para o MHS a partir das relações trigonométricas que envolvem a ilustração do fenômeno.
Para uma simplificação deste estudo vamos fazer uso de uma circunferência abstrata, na vertical, sobre a qual uma partícula executa um MCU. Projetaremos, a cada instante, a “ sombra P’ ” da partícula P sobre o diâmetro horizontal de nossa circunferência.

Elongação

Denominamos elongação à abscissa x que mede a distância entre o ponto fixo e a posição da partícula que executa o MHS. Em nosso estudo a partícula que executa o MHS é P’.
Vamos agora estudar o MHS partindo de uma ilustração que considera um ponto P descrevendo um MCU com velocidade angular numa circunferência de raio “a”, posta num plano vertical.
O movimento da projeção P’ de P sobre o diâmetro da circunferência, que denominamos eixo de referência, trata-se de um MHS.

Logo, temos: Eq. 01

Fig.03: Esquema ilustrativo para o estudo da elongação no MHS

Fig.04: Representação gráfica senoidal da elongação em função do tempo
: velocidade angular de P  
: espaço angular  
: espaço angular inicial  

Como determinar a fase inicial

Precisamos fazer uma associação entre o movimento (MHS) e um MCU “correspondente”. Imaginemos a partícula P’ executando um MHS sobre o eixo de referência:

Fig.05: Partícula executando um MHS de amplitude a sobre uma reta

Agora, vamos sobrepor ao eixo de referência uma circunferência cujo raio é igual à amplitude do MHS (a); daí, projetamos P’ sobra a circunferência obtendo P, que nada mais é que o inverso do que fizemos na fig.03
A fase inicial nada mais é que o ângulo determinado na circunferência conforme ilustrado a seguir.

Concluímos que a cada posição x sobre o eixo de referência corresponde um ângulo determinado na circunferência imaginária para o nosso MHS. Daí, para a posição inicial, na qual se inicia o movimento, existe também um correspondente ângulo.
É bem comum que consideremos a fase inicial como sendo nula, uma vez que para x=a ( elongação máxima, amplitude ) o ângulo é de “0º”.

Fig.06: Determinação esquemática da fase inicial de um MHS.

 

Velocidade

Determinamos a velocidade para P’ ( que executa o MHS ) também de forma trigonométrica, bastando observar o triângulo superior na figura 07.

Em breve muito mais conteúdo!

 

Apostilas
   
001
Ondulatória - Conceitos Gerais
002
Reflexão de Ondas
003
Oscilações - Espanhol
004
Ondulatória - Conceitos Gerais Slides
005
Ondulatória e Escalas Musicais
006
Tipos de Ondas
007
Ondas - Resumo
008
Formulário de Ondulatória I
009
Formulário de Ondulatória II
010
Ondas em Meios Elásticos
011
Ondas Sonoras
012
Introdução ao Estudo das Ondas I
013
Introdução ao Estudo das Ondas II
014
Introdução ao Estudo das Ondas III
015
Mapa Conceitual de Ondulatória
016
Oceanografia
017
Ondas Progressivas
018
Reflexão de Ondas
019
Ondulatória Geral - UFSM
020
Ondulatória - Slides I
021
Ondulatória - Slides II
022
Ondas Estacionárias
023
Ondulatória - Slides III
024
Ondulatória - UFABC
025
Sobreposição - Ondas Estacionárias e Batimentos
026
Ondulatória - Slides IV
     
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Física

A Física é ciência responsável por investigar os fenômenos fundamentais da natureza, detalhando sua estrutura, compreendendo sua complexidade e aplicando todo este conhecimento no desenvolvimento de novas tecnologias.

Seria impossível pensarmos no que temos hoje sem a contribuição de físicos do passado, que através de investigações desvendaram fenômenos ópticos, elétricos e magnéticos, dentre outros, possibilitando a existência de quase tudo que hoje facilita as nossas vidas.

À partir do início do século XX, com a descoberta da mecânica quântica, foram abertos novos horizontes como a interpretação de fenômenos subatômicos e geração de novas frentes de pesquisa.

Faz-se necessária a capacidade de análise investigativa tanto de fenômenos já conhecidos e que precisam ser aprofundados, quanto de informações novas. Alguns experimentos são mais teóricos e de fácil acesso à maioria dos interessados, outros são quase inacessíveis, dada a estrutura exigida, como por exemplo no caso do LHC.

Exige-se que o físico que pretende seguir ao ramo das pesquisas tenha, além de conhecimentos sobre Física, alguns pré-requisitos:
1. capacidade de explorar a lógica e, ao mesmo tempo, desenvolver raciocínios nem sempre óbvios;
2. habilidades com matemática;
3. criatividade;
4. paciência e persistência.

O Físico tem, basicamente, dois caminhos a seguir:
• Licenciatura: relacionada ao ensino da Física;
• Bacharelado: voltado para a pesquisa Física.

Devido à grande quantidade de conhecimentos acumulada nos últimos cem anos da pesquisa em Física, tornou-se necessária a divisão da mesma em Física Teórica e Física Experimental.

O físico atual não está limitado à sala de aula ou a um simples laboratório, encontrando hoje um vasto campo de atuação. Empresas de telecomunicações e de desenvolvimento de tecnologia de ponta para a área médica são grandes mercados em expansão para os físicos. O mercado financeiro também vem se mostrando muito promissor, visto que instituições bancárias de grande porte têm admitido físicos, dada sua alta capacidade de raciocínio e habilidade de resolução de situações em que se faz necessária a tomada de decisões complexas, às vezes em curto espaço de tempo.

O licenciado em Física encontra vasto campo de atuação em escolas, universidades e cursos preparatórios para vestibular, além de poder desenvolver pesquisas relacionadas à Educação.


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