| Movimento
Harmônico Simples - M.H.S.
Definição
Inicialmente
vamos definir aqui o que vem a ser, de fato,
um MHS, movimento harmônico simples:
• É o movimento executado sobre
uma reta, consistindo numa oscilação
periódica nas proximidades de um ponto
fixo, denominado ponto de equilíbrio;
existe uma freqüência para a ocorrência,
ou seja, a cada intervalo de tempo decorre
um certo número de oscilações;
• Suas características mecânicas
(velocidade, força, energia potencial
etc.) repetem-se periodicamente, ou seja,
em intervalos de tempo bem definidos;
• Existe uma força que sempre
tende a levar a partícula ao ponto
fixo. Esta força, denominada força
de restauração, é proporcional
à distância ao ponto fixo, tendendo
sempre a levar a partícula à
posição inicial de equilíbrio.
Um
exemplo bem comum para o estudo do MHS é
o conjunto massa-mola, representado na figura
seguinte:
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Fig.01:
sistema massa-mola |
Neste
caso o ponto fixo é o ponto 0 no qual
a mola se encontraria em seu estado normal
( sem compressão ou distensão).
Verificamos que o módulo da distância
máxima atingida pela massa a partir
do ponto fixo é A, que denominamos
amplitude do movimento harmônico simples.
Sempre
existirá num MHS uma força que
denominamos força restauradora, cujo
objetivo é trazer a partícula
de volta ao ponto de equilíbrio. Em
nosso sistema massa-mola esta força
é advinda da distensão ou compressão
da mola que armazena energia potencial elástica.
Segundo a Lei de Robert Hooke, podemos escrever
, que nos informa que a força de restauração
será diretamente proporcional ao deslocamento
(elongação) da massa em relação
ao ponto de equilíbrio (ponto 0), ou
seja, quanto mais esticarmos ou comprimirmos
a mola, maior será a força de
restauração. No caso da nossa
ilustração temos o deslocamento
, ou seja a elongação é
igual à amplitude do movimento.
Admitamos uma mola cuja constante elástica
seja 0,8 N/m e visualizemos na tabela seguinte
a força elástica resultante
de diferentes distâncias: F=-Kx.
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Tab.01:
variação da força
em função do deslocamento
da mola |
Na
expressão desta força, k é
denominada constante elástica e expressa
as peculiaridades de cada mola.
Se considerarmos a força em módulo
tornaremos a força igual para distâncias
idênticas tanto à esquerda quanto
à direita do ponto de equilíbrio.
Classicamente
estudamos o MHS gerado pela sombra projetada
num anteparo de uma partícula que executa
um MCU (movimento circular uniforme). Esta
é uma maneira bem prática e
ilustrativa de estudo. Analise atentamente
a situação ilustrada a seguir:
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Fig.02:
Esquema ilustrativo do estudo do MHS
a partir de uma projeção
sobre um anteparo de um MCU |
-
neste MCU o raio da circunferência descrita
pelo movimento é A; O raio do MCU coincide
com a amplitude do MHS executado pela sombra.
-
a cada volta completa do objeto num plano
horizontal (em MCU) partindo do ponto P, a
sombra do mesmo executa uma oscilação
completa ao redor do ponto 0 ,indo de –A
passando por 0 chegando a +A e voltando a
passar por 0 e retornando a –A. O intervalo
de tempo que decorre para uma oscilação
completa denominamos período (T). Ao
número de oscilações
na unidade de tempo denominamos freqüência
(f). Importante relacionar: T=1/f.
Vamos
analisar os fatores elongação
(distanciamento), velocidade e aceleração
para o MHS a partir das relações
trigonométricas que envolvem a ilustração
do fenômeno.
Para uma simplificação deste
estudo vamos fazer uso de uma circunferência
abstrata, na vertical, sobre a qual uma partícula
executa um MCU. Projetaremos, a cada instante,
a “ sombra P’ ” da partícula
P sobre o diâmetro horizontal de nossa
circunferência.
Elongação
Denominamos
elongação à abscissa
x que mede a distância entre o ponto
fixo e a posição da partícula
que executa o MHS. Em nosso estudo a partícula
que executa o MHS é P’.
Vamos agora estudar o MHS partindo de uma
ilustração que considera um
ponto P descrevendo um MCU com velocidade
angular numa
circunferência de raio “a”,
posta num plano vertical.
O movimento da projeção P’
de P sobre o diâmetro da circunferência,
que denominamos eixo de referência,
trata-se de um MHS.
Logo,
temos:
Eq. 01
Como
determinar a fase inicial
Precisamos
fazer uma associação entre o
movimento (MHS) e um MCU “correspondente”.
Imaginemos a partícula P’ executando
um MHS sobre o eixo de referência:
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Fig.05:
Partícula executando um MHS
de amplitude a sobre uma reta |
Agora,
vamos sobrepor ao eixo de referência
uma circunferência cujo raio é
igual à amplitude do MHS (a); daí,
projetamos P’ sobra a circunferência
obtendo P, que nada mais é que o inverso
do que fizemos na fig.03
A fase inicial nada mais é que o ângulo
determinado na circunferência conforme
ilustrado a seguir.
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Concluímos
que a cada posição
x sobre o eixo de referência
corresponde um ângulo
determinado na circunferência
imaginária para o nosso
MHS. Daí, para a posição
inicial, na qual se inicia
o movimento, existe também
um correspondente ângulo. |
É
bem comum que consideremos
a fase inicial como sendo
nula, uma vez que para x=a
( elongação
máxima, amplitude )
o ângulo é de
“0º”. |
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Fig.06:
Determinação esquemática
da fase inicial de um MHS.
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Velocidade
Determinamos
a velocidade para P’ ( que executa o
MHS ) também de forma trigonométrica,
bastando observar o triângulo superior
na figura 07.
Em
breve muito mais conteúdo!
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