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 Eclipses 

UFRN - Auta Stella de Medeiros Germano - Joel Câmara de Carvalho Filho 
 
 Nesta aula, você vai estudar os eclipses. Inicialmente, irá construir uma escala para comparar as dimensões dos três astros envolvidos nesses eventos – o Sol, a Terra e a Lua –, bem como as distâncias entre eles. Em seguida, conhecerá a explicação científica para a ocorrência dos eclipses, tomando como referência alguns desses dados e aspectos simples do comportamento da luz. Você utilizará essa explicação para compreender as condições favoráveis à ocorrência dos eclipses, bem como a aparência que o Sol e a Lua apresentam para diferentes regiões da Terra durante esses eventos. Ao final da aula, você conhecerá alguns cuidados e métodos seguros de observação do Sol e dos eclipses solares.
A leitura cuidadosa e a elaboração de figuras são práticas essenciais na representação e explicação desses fenômenos.

Os eclipses na história
Não é difícil imaginar o pavor e o espanto que nossos antigos ancestrais sentiram ao vivenciar um anoitecer em pleno dia, ou um obscurecimento inesperado da Lua, justo em suas noites mais radiantes. Assistir a uma seqüência dessas “fases” com o Sol ou a Lua bem acima do horizonte era um desafio à imaginação e solicitava um tipo de participação nesses acontecimentos: preces, comoções, gritos, explicações.
Os chineses viam nos eclipses solares a tentativa de um enorme dragão devorar o Sol, e tentaram intervir por meio de gritos e gestos para o céu, com o intuito de afastar o animal.
Já os esquimós interpretaram o fenômeno como sendo uma simbologia de gestos de amor entre os dois astros.

Acima de tudo, os eclipses representaram uma quebra na regularidade dos ciclos celestes. Mesmo quando se reconheceu sua periodicidade, eles continuaram simbolizando sinais sobrenaturais e em várias culturas era essencial que os astrônomos previssem, com extrema precisão, essas ocasiões.
Em 1504, na sua quarta viagem às Américas, Cristóvão Colombo fez uso da previsão de um eclipse para conseguir que nativos da Jamaica colaborassem com a sua tripulação.
Através de um almanaque – espécie de calendário com eventos astronômicos –, o almirante sabia que, por sorte, estava próxima a ocorrência de um eclipse lunar. Anunciou o eclipse atribuindo-o à fúria de Deus para com os nativos, que se negavam a alimentar sua frota.
Finalmente, na ocasião do eclipse, invocou o final do evento no momento certo e conseguiu “vender” a idéia de que conseguia falar diretamente com Deus. Dessa forma, conseguiu alimentos e bebidas para suprir a tripulação e continuar sua viagem.

O sistema Sol-Terra-Lua em escala
Para estudarmos a diversidade de situações envolvidas nos eclipses, vamos sistematizar informações sobre as dimensões do Sol, da Terra e da Lua, e sobre a distância média que esses astros mantêm entre si.
Vistos da Terra, Sol e Lua parecem ter o mesmo tamanho, cerca de 0,5º de diâmetro angular. Mas, já os gregos antigos utilizavam os eclipses solares como indício de que o Sol devia ser, na verdade, maior do que a Lua, uma vez que nesses eclipses a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, mostrando-se mais próxima do que ele.
Atualmente, nossas medidas para os diâmetros e distâncias envolvidos nesse sistema se aproximam dos valores mostrados na Tabela 1...

Eclipse lunar – A Lua, que num momento anterior encontrava-se visível acima do horizonte, passa a ser obscurecida, parcial ou totalmente, pela sombra da Terra.

Eclipse solar - O Sol deixa de ser visto, total ou parcialmente, em algumas regiões da Terra, mesmo estando acima do horizonte dos observadores; ou seja, em pleno dia, deixa-se de ver o Sol!

Isso ocorre quando o astro que intercepta a luz solar é a Lua e quando coincide dela estar passando à frente da Terra naquele momento. A Terra funciona então como um anteparo.
Normalmente, se regiões do planeta estiverem no cone de sombra atrás da Lua, elas não receberão luz alguma do Sol, ocorrendo um eclipse solar total. Veremos ainda que, em certas circunstâncias, a passagem da Terra pela sombra da Lua pode resultar num eclipse solar anelar, ao invés de um eclipse total. Por outro lado, se regiões da Terra forem tocadas apenas pela penumbra da Lua, elas receberão somente parte da luz solar que normalmente receberiam. Nesse caso, teremos um eclipse solar parcial. Mais adiante estudaremos melhor tais possibilidades...

Ainda nesta apostila:
Condições para ocorrência de eclipses
Detalhamento de eclipses lunares e solares 
 
 

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